Prazer e amor
18-12-2021
Ditoso o homem que é amado por uma mulher como tu!
Que tem prazer em dar prazer, mais até que em receber.
Mas saber o quão tu gostas das mais íntimas funções
faz-me gostar ainda mais dessas movimentações.
E se o que dá mais contentamento é o prazer que entregamos,
não será também amor aquilo de que falamos?
E é nestas reflexões que me ponho a imaginar
o que poderemos fazer quando eu aí chegar...
Agarrar-te por detrás e palpar
a pele macia das tuas nádegas.
Cingir-te a cintura e afagar o teu umbigo.
Livrarmo-nos do que resta de tecido.
Encher as minhas mãos com os teus seios,
que nesta postura são suspensos
e tão duros que farão prolongar meus devaneios.
Sentir os teus mamilos nas palmas das minhas mãos
e fazê-los deslizar até às pontas dos meus dedos.
Beijar a tua nuca e deslumbrar-me com as tuas formas,
enquanto o membro, mais rijo que um madeiro,
só pensa em se deitar no leito que já lhe abriste,
atestado p'lo meu tato, que, entretanto, consentiste.
E quando constatar
que não queres mais esperar,
metê-lo todo, devagar,
segurando as tuas ancas,
que vão servir de alavancas
para te puxar ciclicamente
de encontro ao meu ventre.
E nestes movimentos,
para trás e para a frente,
recuando o mais possível,
p'ra ter mais por onde entrar,
demoraremos a gozar.
Prestes a explodir, e louca de desejo,
voltas-te para mim,
para te dares como uma puta,
de pudores devoluta,
gemendo por mais vigor,
misturando prazer com dor.
E, sem mais me aguentar,
martelar sofregamente
até te vires intensamente
e o cabo rebentar.
Olharei depois para ti,
para a beleza do teu rosto,
deliciando-me com os teus olhos,
inebriando-me com o teu cheiro,
contemplando a perfeição
de tão bela criação,
que aos Céus agradeço
sabendo que não mereço.